terça-feira, 25 de março de 2014

Magia Cinzenta




À semelhança da Magia Amarela, esta também não é uma nomenclatura reconhecida por seus praticantes, que geralmente estarão se definindo como praticantes de Magia Natural, isso quando não ocorre uma certa confusão com práticas de Alta Magia em alguns casos como Magia Branca por exemplo.

 

Quando não estes estarão se identificando como praticantes de Bruxaria ou de Feitiçaria, o que de certa forma também acabaria sendo uma definição bastante acertada em boa parte dos casos. Por vezes também acaba sendo definido como Xamanismo.

 

Com o passar do tempo certas tradições religiosas e ritualísticas, bem como conhecimentos sobre o uso de recursos naturais com fins terapêuticos, foram sendo incorporados à cultura popular entre os povos antigos em todos os continentes.

 

Atualmente no Brasil vemos tradições Européias que deram origem a atividades como das Benzedeiras, bem como veremos diversos tipos de Curandeiros que guardam tradições Africanas e Indígenas.

 

Vemos neste caso que diferentemente da Magia Branca e à semelhança do que se vê na Magia Negra, o que temos é o predomínio de práticas individuais, sendo que nem sempre o praticante da Magia Cinzenta estará assumindo a função de Sacerdote.

 

É comum que estas práticas tenham fins religiosos ou terapêuticos, no que se vê o uso ritualizado de recursos naturais, muitas vezes quando o foco é religioso se fará uso de enteógenos e substâncias capazes de produzir estados alterados de consciência.

 

Alguns de seus conhecimentos acabaram de tal forma se espalhando que vieram a se tornar crenças populares como as chamadas "Simpatias", sendo que neste caso pode-se melhor definir como práticas de Feitiçaria, já que não requerem nem que o indivíduo seja um Mago, nem tão pouco exigem que o indivíduo possua quaisquer aptidões especiais que pudessem defini-lo como Bruxo.

 

Em determinados contextos variações de Magia Cinzenta acabam sendo praticadas por centros religiosos, por vezes ligados ao Espiritismo até mesmo Kardecista. Sendo que os principais elementos que definem essa forma de Magia é o uso de rezas, orações, bênçãos, bendições etc.

 

Tal como vimos na Magia Amarela também aqui a ação do oficiante será indireta, quer seja através do uso de recursos e forças da natureza, como por meio de invocações, embora neste caso sejam de natureza distinta pois o enfoque assim como na Magia Branca será num sentido do Material para o Espiritual, por isso as práticas invocatórias são mais voltadas a levar o indivíduo a experimentar outros estados de consciência.

 

Assim vemos várias modalidades de Espiritismo, que na maioria dos casos negarão estarem praticando alguma forma de Magia. Seus trabalhos serão realizados igualmente por Guias, Orientadores e Correntes Espirituais Colaboradores desencarnados, bem como se evoca Divindades, Egrégoras e Forças da Natureza, ou seres angelicais com o fim de levar o indivíduo a experimentar diferentes estados de consciência próprios do contato espiritual com cada tipo de força ou entidade.



Outro ramo de praticantes desta modalidade de Magia são os que seguem doutrinas e direcionamentos New Age, que se utilizam de adaptações de tradições principalmente Européias e Asiáticas.

 

Veremos uma diversidade de práticas e procedimentos distintos nesses meios, que terão em comum aquilo que os distingue das demais modalidades de Magia, sendo o uso de Recursos Naturais com enfoque em estados psíquicos, lidando com elementos etéricos e astrais, sem uma ênfase nos princípios Mentais, sendo assim distinta das modalidades de Alta Magia como Magia Negra e Magia Branca.

 

E da mesma forma notaremos que o uso de invocações tem propósitos distintos daqueles da Magia Negra e Amarela, não fazendo uso do elemento dos Sacrifícios que é mais característico da Magia Amarela, embora em muitos casos trabalhe com o conceito de Oferendas em especial nas vertentes Africana e Asiática.

 

Seus trabalhos destinam-se à solução de problemas de ordem Material, em geral referentes a Saúde e Bem Estar Físico e Psicológico. Podendo o oficiante atuar em conjunto ou individualmente lidando com Energias Etéricas e Astrais diretamente ou indiretamente, se valendo de Egrégoras e Entidades que venham a lhe auxiliar e realizar as obras.

 

Muitas vezes aqui o conceito de Sacrifício será entendido como algo pessoal do indivíduo que se sacrifica por seu semelhante na dedicação a seu trabalho, sendo nisso semelhante à Magia Branca e tornando essa modalidade bem vista pelos seguidores do Caminho da Mão Direita.



 


quinta-feira, 20 de março de 2014

Magia Amarela



Conhecida como Magia Natural ou com outras denominações específicas de cada ramo ou instituição que a pratica está é caracterizada por tratar de questões materiais, sendo que a semelhança da Magia Negra esta se propõe trazer do espírito para a material, sem no entanto se dedicar a buscar nas altas esferas espirituais por tais forças, recorrendo então a Forças da Natureza e à intermediários que venham a intervir trazendo eles sim Forças mais elevadas para cumprir o que lhe tenha sido solicitado pelo oficiante.

 

Esta classificação é bem pouco aplicada nesses casos, sendo que normalmente não é aceita por seus praticantes, que muitas vezes se dizem praticantes de Magia Negra, ou de Magia Natural, ou ainda preferem se definir por suas práticas religiosas, que frequentemente são associadas a esta modalidade de Magia.

 

Diferente do que ocorre no caso da Alta Magia, neste caso, em que se poderia classificar como Baixa Magia, não é essencial que o oficiante seja um Mago, podendo ser um Bruxo ou um Feiticeiro, sendo que esta distinção cheguei a abordar no texto "Bruxaria".

 

O que se pode observar é que quando praticada por um Mago este terá uma consciência mais clara de todo o processo que estará sendo realizado em cada trabalho, de modo que Bruxos estarão normalmente confiando muito mais em sua intuição e sua percepção e o Feiticeiro no cumprimento do rito e na técnica empregada.

 

O fato de não ser classificada na mesma categoria que a Magia Negra não faz com que seja menos efetiva e nem inferior em qualquer sentido, apenas se faz necessário que haja essa distinção para que se esclareça não se tratar da mesma coisa, pois é muito comum que haja grande confusão entre as duas modalidades, mesmo por parte de alguns praticantes.

 

A cultura popular veio por criar grande mistificação em torno das práticas de Magia Amarela, sendo que ela é muitas vezes tida como detentora de poderes maiores que quaisquer outras formas de Magia. Isto se deve em parte por ser uma prática bastante recorrente daqueles que seguem o Caminho da Mão Esquerda e também pelo encanto e o fascínio que essas modalidades mais sombrias exercem sobre as pessoas.

 

Trata-se de um ramo de Magia muito antigo e tradicional em culturas que preservaram tradições ancestrais como encontramos nos países Africanos por exemplo. Aqui no Brasil é bastante comum se encontrar essa forma de Magia em Templos de Religiões de Matriz Africana. Geralmente este tipo de trabalho costuma ser distinguido daquilo que seria a Magia Cinzenta, sobre a qual falaremos a seguir, muitas vezes se encontrando num mesmo templo a realização de ambas as modalidades, sendo conhecidas popularmente como "Casas Cruzadas". Esta forma de Magia é definida como "Trabalho com a Mão Esquerda" ou simplesmente com "A Esquerda".

 

Outro ramo que encontramos é aquele das tradições resgatadas das antigas Bruxas da Idade Média Européia, tendo sido aquele um período áureo para difusão dessas práticas de Magia, de modo que muitas vezes ela é também chamada de Bruxaria ou Feitiçaria.

 




Assim a definição de Magia Amarela se aplica a uma variedade bastante vasta de atividades distintas, de origens e culturas diversas, que têm em comum alguns aspectos que a distinguem da Alta Magia, ou seja da Magia Branca e da Magia Negra, bem como também se distingue de outras formas de Bruxaria, Feitiçaria ou Magia Natural que viríamos a classificar como Magia Cinzenta.

 

Esta não se define como sendo Alta Magia por não ter o elemento Mental como ponto central da realização dos Trabalhos, sua atuação envolve elementos menos simbólicos e mais objetivos, bem como a interação direta com elementos da realidade Astral e Etérica, de modo que a realização dos Atos Mágicos é indireta, não dependendo tanto do Mago em si mas sim de sua interação com os seres e forças da natureza que virão a realizar as obras.

 

O que principalmente identifica esta modalidade Mágica é o uso não apenas de Invocações como no caso da Magia Negra, mas também do uso de Sacrifícios e Oferendas. Sendo que os ritos envolvem a utilização de alimentos, bebidas alcoólicas, sangue de animais sacrificados etc.

 

Em geral as entidades invocadas são de natureza distinta daquelas invocadas na Magia Negra, sendo muitas vezes Magos, Bruxos e Feiticeiros desencarnados, seres Elementais, Egrégoras, além de ocasionalmente se recorrer à manifestação de Entidades Demoníacas Internas e certas categorias específicas de seres Angelicais ligados à Forças Instintivas e laços consangüíneos de ancestralidade.

 

Outra distinção é a questão dos propósitos e objetivos buscados pelos Atos Mágicos, que não visam qualquer questão relativa ao Desenvolvimento Espiritual, mas sim a manutenção de questões do cotidiano, relacionamentos, relações de trabalho, assuntos relativos a dinheiro e propriedade, bem como rixas e conflitos interpessoais.

 

Sendo assim, esta modalidade de Magia se destinaria muito especialmente em cuidar das condições nas quais o indivíduo se encontre em sua vida material e social. Outra característica é a prática das negociações, de modo que os Trabalhos Mágicos são negociados com aqueles que os solicitam, da mesma forma que ocorrem negociações entre o Oficiante e as entidades invocadas.