terça-feira, 30 de agosto de 2016

Falando a língua dos Anjos



O estudo e o contato com os seres angelicais atualmente deixa certa lacuna quanto a métodos e informações mais detalhadas. Sendo que muito do que se faz é buscar seguir receitas pré-determinadas criadas por pesquisadores do oculto que nos antecederam, sem, no entanto, buscar compreender os meios pelos quais tais métodos poderiam ou não ser efetivos. Outros ainda se valem de seus recursos psíquicos de sensitividade e percepção extrassensorial para buscar meios mais diretos de contato.


Certamente que existem muitos meios pelos quais pode se obter esse contato com esses seres e vou tentar expor aqui algo sobre o meio pelo qual obtive esse tipo de contato. Embora não haja uma receita específica que se aplique a todos os casos e a todo tipo de praticante, mas creio que posso dar alguns elementos para que cada um possa adaptar à sua própria realidade.


Algumas informações sobre a Natureza dos Seres Angelicais precisam ser passadas para que se possa compreender o processo de contato e como se dá a comunicação com eles. Há tradicionalmente métodos já bem estabelecidos como os de John Dee e seu sistema Enoquiano, se valendo de uma ritualística própria através de Selos, Quadrados Mágicos e outros elementos. Mas o método que vou tentar descrever aqui dependerá bem mais de elementos práticos como a própria sensitividade do oficiante.


Primeiramente existe toda uma categoria de seres que são genericamente classificados como Anjos, sendo que temos os Coros Angelicais que seriam justamente as distinções entre esses diferentes tipos de criatura. As diferenças entre eles são de mesma magnitude que as diferenças existentes entre os Reinos: Mineral, Vegetal, Animal e Humano. Tendo assim como seres distintos os Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos.


A questão é que são seres que constituem as bases estruturais dos Planos de Existência, de modo que cada Coro estará mais relacionado com um Plano Específico, mesmo possuindo manifestações nos demais planos. Assim teríamos como que uma mesma entidade em realidades análogas a sua original em cada um dos Coros. Isto é observado no estudo dos 72 Gênios Guardiões.


Essa seria nossa principal referência disponível para o contato com esses seres, já que o povo Hebraico desenvolveu com profundidade o estudo dessa classe de seres da Natureza. Os próprios estudos de John Dee em sua criação do Alfabeto Enoquiano foi uma adaptação do que os primitivos Hebreus fizeram com a própria criação da língua Hebraica, sendo ambas tentativas de recriar a língua Adâmica ou idioma Mágico.



Parte do sucesso alcançado por eles se perdeu com o tempo e assim como John Dee outros buscaram reencontrar as chaves perdidas para o entendimento dessa Língua Mágica. O que é preciso ser compreendido nesse trabalho é que temos de redefinir o nosso entendimento de linguagem, de comunicação, pois estamos muito acostumados com a comunicação verbal que é universal no Reino Humano, mas não se aplica à comunicação com os outros Reinos da Natureza.



Seres diferentes se comunicam de formas diferentes e é essa a linguagem que precisa ser entendida. Ou seja, poderemos nos dirigir a eles com palavras, mas não será isso que estará de fato importando para eles, mas sim nosso sentimento e pensamento, bem como as respostas nos virão por meio de símbolos que precisarão ser decifrados e postos em palavras para podermos descrever, sendo que a partir daí se torna até mesmo possível redigir um diálogo entre o Humano e o Anjo, como muitas vezes vemos relatos. Esse diálogo ocorreu unicamente na mente do Humano, que traduziu os simbolismos e sensações transmitidos pelo ser angelical e os colocou em palavras.


A relação entre seres humanos e os Anjos propriamente ditos, no caso os seres do Coro específico chamados de Anjos, é bastante estreita, pois são criaturas simbióticas. Temos uma ligação direta como gêmeos siameses com um Anjo, sempre havendo essa dualidade que faz parte de nossa Anatomia Oculta, na qual teremos sempre um Humano e um Anjo correspondente. Embora isso não se refira diretamente ao conceito de Sagrado Anjo Guardião comumente estudado pelos que seguem a linha de Thelema.


Os antigos Cabalistas encontraram uma fórmula de classificação na qual estabeleceram a divisão do todo por 72 e assim se tornou possível designar características próprias distintas de cada um desses seres atribuindo a eles datas, de modo que para sua data de nascimento teremos ali um dos 72 Gênios correspondente.


Esses 72 são subdivididos entre os Coros, mas no caso essa divisão é essencialmente simbólica, ou seja, mesmo que tenhamos um determinado Gênio classificado como Querubim, por exemplo, ainda assim estaremos entrando em contato com o Anjo correspondente e não com um Querubim em si. Sendo que todos os 72 na verdade são essencialmente do Coro dos Anjos.


Esse Coro específico possui grande relação com o Ser Humano por ter o foco de sua existência assim como nós, no Plano Mental. Então aqui temos o primeiro fator a ser observado ao buscar ter contato com eles. Embora eles possuam manifestações Astrais, Etéricas e até mesmo Físicas em alguns raros casos, ainda assim não estaremos contatando essas manifestações e sim sua essência Mental.


Então como primeiro procedimento para se trabalhar com essas Entidades teremos que nos isolar de influências externas. A falha nas tentativas desses contatos na maioria dos casos é de estudantes buscarem se valer de mediunidade para tentar contata-los em suas manifestações Astrais, da mesma forma que se comunicaria com um Humano desencarnado. Tal procedimento, mesmo se obtendo resultados, não nos permite ter a certeza de que as informações obtidas pela comunicação são realmente aquilo que foi transmitido pelo Anjo, ou se foi algo captado de habitantes do Plano Astral interferindo na comunicação.


Sendo assim, o ideal é que o procedimento seja feito em um Templo, devidamente isolado de interferências Externas Astrais e Energéticas. Na impossibilidade de se dispor de um Templo para tal prática, então que tomemos os devidos cuidados para com o isolamento do local onde será feito o Contato. Buscando por meio de limpeza energética, banimentos, ritos nos quais se obtenha o máximo de isolamento possível, não só de seres como de correntes mentais, formas pensamento e energias alheias ao oficiante.





Caso você siga uma linha de trabalho que envolva o acompanhamento de Guias e Entidades próprias do seu Sistema, bem como Egrégoras às quais você esteja ligado, é recomendável que para esse contato se isole momentaneamente, podendo ao menos solicitar para que não haja interferências e no ambiente venham a estar sozinhos o Humano e o Anjo e nada mais.


Pode-se utilizar de Círculos Mágicos, mas diferente dos procedimentos adotados com Demônios os Anjos sempre estarão dentro do Círculo com você. Não há como banir um Anjo. O contato com eles é contínuo, apenas o que diferencia o procedimento de comunicação é por ser para nós uma ocasião na qual nos tornamos conscientes desse contato a ponto de conseguir trazer para a mente objetiva as mensagens continuamente transmitidas por eles.


Todos os procedimentos para essa comunicação servem unicamente ao Humano, pois eles não precisam de nenhum recurso maior para entrar em contato conosco. São a nossa atenção e nossa consciência que precisam ser preparadas para entendê-los.


Mesmo em nosso meio raramente lidamos diretamente com trabalhos a nível Mental, sendo que boa parte está mais habituado a lidar com o Plano Astral. Aqui então será preciso além do isolamento buscar alcançar um estado de serenidade meditativa, na qual busquemos o máximo de neutralidade possível. Temos de estar com nossa sensitividade em estado de atenção para qualquer coisa que possamos vir a sentir, ver, ouvir ou intuir, mas para isso precisamos silenciar a nós mesmos, não pensando em nada, não sentindo nada e quando o ambiente ao nosso redor estiver suficientemente isolado para se alcançar esse estado de neutralidade e silêncio, tanto mental quanto emocional, aí sim nós estaremos prontos a entrar em contato com o Anjo.


A relação que temos com eles em sua realidade Mental tem como parâmetro o Tempo, sendo este o meio de se ter algum tipo de mapeamento para “Navegação Mental”. A realidade Mental é absurdamente mais ampla que o Plano Astral, que por si só já seja de uma complexidade assombrosa. Não há, como no Astral, a possibilidade de você se perder. Há apenas a possibilidade de não se encontrar o que se está procurando, ou encontrar algo que não se estava querendo encontrar. Embora nesse último caso o que de fato aconteça é que aquilo que procuramos não é exatamente como imaginamos que fosse.


Isso acontece muito no contato com os Anjos. É fundamental esquecer a imagem clássica de seres representados como humanos com asas. Eles não possuem nada de humano em suas aparências, sendo que de certa forma eles nem mesmo têm uma aparência. Podendo-se também esquecer conceitos como seres ligados à bondade, ao bem, à luz. Eles são Forças da Natureza e suas manifestações são as mais diversas. Portanto é fundamental que no contato com eles não tenhamos reservas, aceitando sentir, ver, ouvir e intuir o que quer que seja e que tenha isto que aparência for. Por menos lógico, ou menos agradável, ou até errado segundo nossos valores, aquilo possa nos parecer ao nosso sistema de crenças, ainda assim deverá ser aceito como natural, sem que venhamos a reagir positiva ou negativamente, analisando sem julgamento, apenas buscando compreender a Natureza do Ser e o que ele está buscando nos passar.




A maneira deles se comunicarem conosco será através de construções Astrais. Eles criam cenários, formas, objetos, imagens, que não são como hologramas, são reais a nível Astral. Os Anjos podem ser mais bem entendidos se os virmos como “Lugares”, sendo que o Anjo seria como um recinto no qual você viria a entrar. Esse recinto é composto de uma determinada atmosfera emocional, um ambiente que nos leva a um determinado estado de espírito, nos remetendo a uma situação, um contexto, que nos fará sentir de uma determinada maneira e a partir desse sentir começamos a intuir e ter pensamentos de acordo com aquela realidade.


Nossos pensamentos terão como ponto de partida sensações, imagens que veremos ou mesmo imaginaremos. Ideias nos surgirão, assuntos aos quais daremos atenção e isto, dependendo de como costume ser sua realidade mental, poderá ser traduzido na forma de um diálogo, ou de uma situação vivida, como um ator encenando uma peça.


Sentiremos impulsos para fazer determinados gestos, ações como bater palmas, por exemplo, bem como impulsos para emitir ruídos, assumir diferentes posturas corporais, poderemos sentir os mais diversos tipos de emoção, como raiva, tristeza ou outras e manifestar isso das maneiras mais diversas. E tudo deverá ser feito com naturalidade, sem julgamento, permitindo que esses impulsos fluam com naturalidade.


Esta é a experiência do contato e após ela você terá elementos para refletir e buscar compreender que mensagens que lhe foram transmitidas ali. Há casos nos quais o Anjo em razão de nossa afinidade com ele nos dá presentes astrais, como armas mágicas ou objetos relacionados a eles. São objetos que a nível astral são absolutamente reais e palpáveis, sendo de um valor inestimável sobre tudo para Magistas.


Então temos os seguintes passos: Primeiro o isolamento total; Depois silenciamos a nós mesmos em todos os sentidos; Até que então entramos em contato com o Anjo e mais uma vez silenciamos para então sentirmos, vermos, intuirmos, os diversos sinais com os quais ele irá nos bombardear para que o entendamos, sem intervir, se refrear, nos permitindo interagir livremente com a realidade que irá se desenhando para nós naquele momento.


Saberemos, pelo isolamento prévio, que aquilo não é ação de nenhuma influência Astral, sendo que só estarão ali você e o Anjo. Muitas vezes irá lhe surgir um cenário, um contexto, no qual você se verá como sendo o próprio Anjo. Isso faz parte da comunicação. Assim também poderá ver alguma aparência Humana. Essa aparência não é Anjo em si, é uma imagem criada por ele para fazer-se entender por nós. Em outros momentos ele irá se apresentar como uma presença às nossas costas. Isto é absolutamente normal. Apenas é preciso entender que ele está em toda a parte, ele é todo o cenário que te circunda e não apenas a presença ou a figura humana ali representada.


Por vezes eles podem se nos apresentar como situações ameaçadoras, nos levando a estados de ânimo geralmente vividos em desastres naturais. É preciso que entendamos que isto tudo é apenas para que nos sintamos daquela forma e de modo algum há um perigo real ali. Apenas pode ser importante para compreender aquele Anjo específico que nos sintamos ameaçados, sintamos medo, terror, pânico, desespero, mas devemos manter a serenidade e confiança de que aquele estado irá passar e pode passar a partir do momento que você “se retire daquele lugar”. Entendendo que esse sentimento é o Anjo em si e que seu contato sempre lhe trará essa sensação e que esta sensação só tem este significado. Não se tratando assim de nenhuma profecia, ou predição, ou anúncio de catástrofe vindoura. Cabendo ao oficiante não se deixar impressionar.




Dentro desse processo como passamos do passo um para o passo dois? Como entramos em contato com um Anjo específico. Aqui iremos nos valer do que já existe de estudo sobre o assunto, recorrendo ao que temos de informações sobre cada um dos 72 Gênios. Nosso contato com eles depende de produzirmos em nós mesmos o estado de ânimo correspondente àquele Anjo específico, nos sentirmos, no ambiente que é a própria realidade do Anjo. Para isso dispomos de descrições antigas de estudiosos que tiveram essa experiência antes de nós e vieram a dar depoimento de seus contatos e a que cada Entidade remete.


Outro recurso é o som. Os nomes Hebraicos são essencialmente Mantrâmicos, então uma forma de tomar contato com os Anjos é mantralizando seus nomes. O ideal, e o que recomendo nesse sentido, é que procure começar pelo Anjo correspondente ao seu próprio dia de Nascimento. Pois será um “ambiente” que lhe será mais familiar e com o qual você possui naturalmente afinidade.


Apenas o detalhe é que os primeiros contatos, sobretudo por serem com o nosso próprio Gênio Guardião, nos trarão sensações bastante sutis, nos dando a impressão nítida de não estarmos sentindo nada. Isso se deve a que o seu estado de neutralidade é diretamente determinado pela influência deste seu Anjo. Sendo que se fosse possível a cada um de nós sentir o estado de neutralidade uns dos outros notaríamos que são absolutamente diferentes. Podendo, por exemplo, aquilo que para mim é “não sentir nada” para você seria sentindo como sendo um estado de raiva contínua, ou ainda, aquilo que para você seria “não sentir nada” quando sentido por outro poderá parecer um estado de tristeza profunda.


Então não há de se estranhar se a princípio lhe parecer não estar tendo resultado algum, pois mantendo a serenidade e a atenção perceberá que está se sentindo como em alguns momentos é comum a você se sentir e poderá a partir daí observar o que caracteriza esse sentimento.


Os elementos usados para se entrar em contato com os anjos, todos eles só servem para levar o humano a se sentir de uma determinada forma. A ideia de que se esteja de fato oferecendo algo ao Anjo, ou que eles possuam gostos pessoais por tais ou quais coisas é apenas uma forma mais simbólica de se referir ao procedimento. A ideia de se ascender velas, estas por si só não possuem significado para eles, mas possuindo significado para nós, representando um gesto de querer presentear, poderá nos colocar num estado de ânimo propício para o contato. Embora isso não vá se aplicar a todos os Anjos, apenas para aqueles cuja temática envolva uma postura mais devocional.


Todo o procedimento consiste em nos colocarmos em afinidade com a tônica vibratória do Anjo. E faremos isso a nível Mental. Para tanto iremos nos valer do processo de Mantralizar o nome dele, sendo que a vibração do nome é análoga à vibração do Anjo em si e assim serve para te levar àquele estado de ânimo próprio dele. Outro meio será buscarmos todas as descrições que estejam disponíveis sobre as características daquele Anjo específico. Procurar pelo Salmo correspondente àquele Anjo também ajuda a nos situar quanto ao contexto no qual devemos nos visualizar e como nos sentiríamos naquelas circunstâncias, ou a que nos remete aquele texto.




E um dos elementos importantes é nos ajustarmos com relação ao Tempo. Procurando fazer o contato com o Anjo em um dos seus dias correspondentes, sendo em geral cinco datas ao longo do ano. Sendo isto o ideal, podendo-se, contudo, optar por apenas entrar em contato com ele no horário do dia o qual ele rege. Tendo-se tabelas que dividem as horas do dia a partir da meia noite, tendo um período de vinte minutos para cada um dos 72 Gênios.


Então teremos que, de preferência em nosso Templo, após os procedimentos próprios para isolarmo-nos completamente de influências externas; no dia e horário do Anjo correspondente ao nosso dia de Nascimento; mantralizar o seu nome, podendo ser por três vezes; leremos o trecho de Salmo atribuído a ele; leremos a descrição de suas características; incluindo às de seu Gênio Contrário; então silenciaremos nossa mente e nossas emoções, ficando atentos apenas ao silêncio e ao “nada” que estaremos sentindo; após algum tempo começarão a nos surgir pensamentos e sentimentos análogos ao que lemos; poderão nos surgir visões ou intuições de símbolos, ou objetos, ou imagens; poderão nos ocorrer diálogos internos; poderá ocorrer o impulso a fazer um determinado gesto, ou assumir uma determinada postura, ou exercer alguma ação, como gritar, chorar, xingar ou outra; até que após um tempo faremos os procedimentos habituais de sua própria linha para encerramento do procedimento e terá deste momento em diante elementos a serem analisados e compreendidos da experiência.


O detalhe é que ainda estaremos em contato com Anjo depois disso. Conforme o horário podendo ser o dia inteiro. Assim também voltaremos a nos sentir nesse estado de espírito em outras ocasiões aleatórias em dias posteriores, assim como também poderemos notar que houve ocasiões no passado nas quais já havia se sentido assim. Mas após termos estabelecido o contato, se torna natural para nós reconhecer quando ocorrem os contatos naturais e buscar o contato com ele apenas buscando dentro de si sentir-se dessa forma, independente dos outros recursos de isolamento e momento propício. Sendo esses elementos fundamentais apenas para o primeiro contato com cada um deles.


Ao evocá-lo, sua postura deverá ser de humildade. Esse termo é muito mal compreendido. Não se trata de uma postura subserviente, pelo contrário, trata-se de uma postura de neutralidade, de naturalidade, tratando e se dirigindo ao Anjo com respeito, mas em momento algum se colocando como superior a ele e muito menos inferior. Não somos inferiores a eles em absolutamente nada, eles apenas costumam viver aspectos da realidade para os quais não estamos atentos apenas por estarmos vivenciando uma experiência física, sendo que eles estão ligados a aspectos mais sutis da existência e isso não faz deles superiores. Mas também não há porque tratá-los como inferiores a nós, pois semelhante aos humanos, se há algo que queremos deles seria de se esperar que os tratássemos bem. Mesmo porque não é da Natureza deles qualquer iniciativa em nosso favor sem que peçamos. Mesmo o contexto de Anjo Guardião se refere a uma “função” exercida pelo Anjo em favor da Ordem Natural das coisas e não por ser algo em nosso favor ou não. São mantenedores da Ordem imparciais.





Uma recomendação que considero importante é ao procurar entrar em contato com Anjos outros que não àqueles referentes ao seu dia e horário de nascimento, que seja bastante cuidadoso na escolha desse Anjo. Eles não são criaturas dóceis, suaves e agradáveis como na visão comum religiosa, sendo que o contato com algum deles com o qual você não consiga estabelecer afinidade, pode lhe trazer grande desconforto, proporcionando pensamentos, emoções e estados de ânimo estranhos a sua personalidade e ao seu estado normal, podendo causar desajustes a nível psicológico e espiritual que viria a exigir cuidados.


Assim uma maneira de evitar riscos é quando entrar em contato com Anjos novos e que lhe sejam estranhos, que seja com Anjos correspondentes aos dias de nascimento de parentes e amigos seus, sendo que possuem vibrações que não lhe serão de todo desconhecidas. Algo curioso que nos ocorre após termos contato com alguns Anjos diferentes é que acabamos nos dando conta das diferentes formas de sentir e o quanto temos afinidade ou não com cada uma, sendo isso uma explicação para certas simpatias e antipatias instantâneas que temos para com certas pessoas. Como na expressão popular “Meu Gênio não bate com o dele”, ou “Meu Santo não bate com o dele”. Isto acaba se mostrando uma realidade passível de observada e compreendida, nos permitindo até mesmo nos adaptar de modo a assumir algum controle sobre a simpatia e antipatia que sentimos pelas pessoas e vice-versa.


Os Anjos têm uma relação muito próxima com os Humanos e se comunicam muito especialmente através de Sonhos, muitas vezes entrando em contato conosco quando estamos naquele estado entre o sono e o despertar. Sendo que a presença deles muitas vezes nos traz sonolência.


Eles costumam se manifestar a nível Astral, mesmo que normalmente iremos entrar em contato com eles a nível Mental. A questão é que como normalmente nós não estamos conscientes deles e nem captamos as Mensagens que eles nos passam, então eles gradualmente ao longo dos séculos têm se aproximado mais das realidades mais densas. Isso faz com que hoje em dia eles estejam se manifestando também a nível Etérico, energético, instintivo. Produzindo como efeito colateral de seu contato alguns estímulos à sexualidade, despertando a libido, desejos e nos inspirando fantasias sexuais.


Assim pelas descrições dadas aqui creio que se acaba desmistificando muito do que é senso comum sobre esses Seres, que no fundo são bem pouco compreendidos. Pois mesmo em nosso meio eles são entendidos por alguns como dogmáticos e ligados a preceitos morais, e até valores religiosos, quando na verdade estão muito acima disso. Tais valores não têm o menor significado para eles. Eles são o que são e assim como tudo na Natureza não está sujeito a juízo de bem ou mal, sendo estes preceitos exclusivamente humanos.


Ainda há muito a se falar sobre os Anjos de modo geral. Aqui nos detivemos apenas quanto aos 72 Gênios Cabalísticos. Mas ainda estaremos abordando o tema, tanto em termos práticos e técnicos como aqui, como também em considerações teóricas para uma compreensão mais completa. Estando inclusive em pauta vídeos abordando esta temática no Canal Sujeito Oculto.


Concluindo, cabe aqui mais uma consideração. Há aqueles que têm a ambição de entrar em contato com todos os 72. Bom, a estes apenas digo que ao longo dos vários anos que trabalho com o Oculto, eu mesmo não cheguei a entrar em contato com todos, nem tenho pressa em fazê-lo. São Forças da Natureza que devem ser respeitadas. Não temidas, mas certamente respeitadas.





9 comentários:

  1. Parabéns pelo texto! Se tiver mais coisas sobre eles seria bom!

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  2. Obrigado. Ainda há bastante a ser abordado sobre o tema.

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  3. Muito bom! É bem difícil encontrar textos que falem corretamente sobre a forma com que estas entidades se manifestam(quase como ambientes). Outra coisa é sobre os presentes, costumo chamá-los de coágulos mágicos, são comuns não só quando se trabalha com seres específicos, mas também em rituais bem realizados e quando galgamos novos degraus de conhecimento. Parabéns pelo texto.

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    1. Obrigado. De fato a literatura sobre o assunto que se encontra por aí costuma ter um enfoque mais religioso e baseado em relatos da antiguidade, sendo pouco o que se encontra sobre esses detalhes que são observados apenas na prática do contato com esses seres.

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  4. Parabéns pelo artigo. Muito bem escrito, claro, objetivo e de fácil entendimento. Obrigada por compartilhar essas informações. Grande abraço.

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  5. Como sabemos quais anjos são da nossa data de nascimento?

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    1. Isso é algo que pode ser pesquisado na web, há sites que dispõem da listagem. Sugiro pesquisar por 72 Gênios Cabalísticos. No momento não teria uma site específico para lhe indicar, mas não é difícil encontrar essa tabela.

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  6. Texto muito bom! Apresenta numa linguagem fácil uma desmitificação de um tema tão comum.
    Dado estas informação, qual seria o motivo do evocador a evocar um anjo? Que tipo de bem ou informação este poderia proporcionar ao magista?

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    1. No caso a nossa relação com esses seres não é muito diferente das que temos com outros seres a nível físico, como por exemplo porque entramos em contato com animais? Qual nossa relação com o Reino Vegetal? Nós extraímos experiências e aprendizados por vias não intelectuais também e por vezes o Magista precisa entrar em contato com esses seres para obter informações subjetivas que podem ser úteis ou necessárias para a empreitada mágica que esteja empreendendo. Sem contar por questões pessoais, o contato com o Anjo com o qual estejamos ligados pelo dia de nascimento será sempre de grande utilidade para o nosso desenvolvimento espiritual e auto-conhecimento.

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